domingo, abril 24, 2011

Às cinco


Às cinco da matina elas acordam ávidas e saltitantes ao redor das copas das árvores, ainda frescas de denso sono. Num frenesi risonho, piam incessantemente, cheias de energia, como num cumprimento diário matinal. É o vigor natural e cotidiano das aves; um aviso divino comunicando que tudo continua no seu devido lugar. Esperando manhãs febris de risos e gentilezas dos homens. Um acordar diante da vida com o melhor dos humores. 

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