domingo, abril 26, 2015

Eu sou uma farsa


Toda vez que eu leio essas moças escritoras na internet, mais eu tenho certeza que sou uma farsa e não sei quem estou tentando enganar com essa coisa de trabalhar com a escrita. Dizem que isso é uma síndrome e acontece geralmente com pessoas talentosas e bem-sucedidas (pff) e como eu não sou nem uma coisa nem outra, acho que não é síndrome não, é falta de vergonha na cara, mesmo.

Eu já tive uns duzentos blogs que nunca vingaram porque eu deletava todos. O layout nunca estava bom o suficiente e eu achava que precisava do design perfeito, porque, oras, não adianta ter um texto fodástico se a pessoa que está lá não curtir o ambiente. No fim das contas nunca teve uma coisa nem outra e até hoje, quase trinta anos na cara, ainda insisto em ter um blog.

Talvez eu não desista nunca. Talvez um dia eu escreva algo realmente bom. Acho que até agora não deu certo porque eu sou uma geminiana (pronto, agora vou botar a culpa no signo) muito volúvel, que tá sempre mudando de ideia, sempre se enjoando das coisas. Ora eu quero escrever sobre como aplicar um batom escuro sem borrar os dentes, ora eu quero falar sobre como a terceirização é algo impensável e já estamos fodidos demais pra ter que lidar com isso agora, mas não. Parece não ter cabimento escrever sobre tudo num lugar só. Mas detesto a ideia de ter vários blogs e cada um com uma finalidade. Não dou conta nem de um, um blog tá bom, obrigada. Então dessa vez vou tacar um foda-se mesmo, layout o mais clean possível porque não enjoa (ou enjoa, mas como eu disse, whatever) e o assunto que vier na cabeça. mal escrito mesmo. começando a frase sem letra maiúscula.  com palavrão e tudo. parar de hesitar e deixar fluir. por mais que me dê aquele toc irresistível de apagar tudo. vou me segurar. tenho uma tática aqui pra não me arrepender tão cedo: ler mais.

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