sábado, abril 25, 2015

Um Rio em minha vida

Foi minha primeira ida ao Rio de Janeiro. Nunca na minha vida criei expectativas quanto à tal cidade maravilhosa, vai ver por isso gostei tanto. Pela primeira vez em muito tempo não tinha a sensação de alma renovada.

O Jardim Botânico foi um dos lugares que mais me conquistou. Eu perdi a hora lá dentro; sentia estar em comunhão com a natureza. O tempo era propício para passear e tirar fotos, pois fazia muito sol e o céu se vestia de um azul límpido.

Lá é repleto de fotógrafos com seus assistentes e equipamentos de estúdio, pois o que não falta é cenário lindo para compor ensaios com bebês, grávidas e casais.
Na primeira hora eu fui andando sem explorar muito. Fui fisgada pelas turísticas palmeiras imperiais e acompanhei uns macaquinhos pulando de galho em galho, achando que era basicamente isso que o parque reservava.

No entanto eu tinha tempo de sobra, pois ainda era parte da manhã e eu só deveria ir embora na hora do almoço. Percebi que tinha uma mapa comigo e qual não foi minha surpresa desvendar outros territórios e descobrir um cactário por lá. Eu amo cactos e suculentas, então senti que aquele lugar era uma parte da minha casa.



Aliás, o que eu mais gostei no Rio foi essa sensação de se sentir em casa. Os bairros que andei, como Copacabana, Flamengo, Jardim Botânico e Urca, por exemplo, transmitem aquela impressão caiçarista em cidade grande. Por mais que lá tenha de tudo, você sempre se sente perto da praia, o que permite que você saia de chinelo Havaianas pra qualquer lugar e qualquer esquina ou estabelecimento lhe é familiar e você conhece todo mundo. Aquele bairrismo típico e cheio de cultura, que faz todo morador ter boas histórias. É aquela bossa toda cantada, aquele banquinho amigo que você vai sentar. É o movimento cotidiano que não te entedia nem te estressa, porque, por mais que o trânsito esteja caótico, de uma forma ou de outra você é rodeado por copas de árvores que sempre te lembram que você está perto de casa.

E pra quem ama calor, natureza e tropicalismo feito eu, não tem como não se identificar, nem que seja um tiquinho. Não vou fantasiar, o Rio é caro pra cacete e tem muito carioca abusado. Assim como qualquer cidade tem suas qualidade e defeitos, não acho que o Rio seja pra qualquer pessoa. Bota uma dose de insegurança, bota. Você pode ter 1001 impressões. Mas quem tem coragem e quem tem fé na vida pode aprender a remar por lá.  É, eu quero um dia voltar e fazer do Rio meu lar.




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