domingo, maio 24, 2015

Minimalista: não uso, logo não tenho!



Eu poderia dar dicas de como você se livrar das roupas que você não usa, dos livros que você não lê, das tralhas que só acumulam pó. Mas o meu minimalismo já está tomando um espaço além do material, tá virando nóia.

Sobre minimalismo em si existem diversos posts falando sobre o assunto, de como é bom desapegar-se coisas materiais, etc, mas eu acho que o minimalismo é muito particular, ele se apresenta de pessoa para pessoa, como um universo de subjetividade. Eu por exemplo, gosto de ter poucas coisas. Poucas roupas, poucos acessórios. Porque (modo crazy on) me dá uma certa agonia ver um monte de coisas sem uso lá, jogadas no fundo da gaveta. Não curto caos. Não gosto de matéria sem movimento. Não gosto de saber que meu roupeiro contém uma poeira acumulada que eu não posso ver. Não curto a ideia de coisas ali, sem uso, enquanto elas poderiam ter muito mais proveito com outras pessoas. E pode acreditar: não, não é um sentimento altruísta, é um toc mesmo.

Sobre o minimalismo de roupas eu fortemente sugiro a leitura do Un-Fancy, uma blogueira que criou o método "cápsula" e só usa 37 peças no seu armário durante uma estação inteira. Esse é o desafio. Daí ela cria uma série de combinações criativas com as roupas básicas e combináveis que ela tem - e essa é a graça que eu acho da moda, saber combinar. Já escrevi sobre esse blog aqui.

Sobre minimalismo de casa, do cotidiano, eu sugiro a leitura do blog Minimalizo, que é um relato cotidiano da Ludmilla, um olhar bem apurado de como ter uma atitude minimalista nas pequenas coisas.

As premissas que eu uso para ser minimalista:

- Isso é realmente importante pra mim?(Pode ser importante, mas não pra mim)

- Eu vou sentir falta disso no futuro? Vou precisar disso em alguma hora? Se sim, posso recuperar na hora em que eu precisar?

Geralmente a resposta é não e eu sigo minha vida sem aquilo e sem maiores arrependimentos.

Além desse minimalismo todo, o minimalismo digital me fascina. O acúmulo cibernético é um fato  e a gente tem que aprender também a se livrar dessa tralha que aparentemente terá algum valor um dia, mas não. Nem aquele e-book que você acha que vai ler, nem aquele filme que você baixou ano passado pelo torrent. Desliga. não é o teu momento nem vai ser. Eu já não tenho trezentas mil fotos no HD (ok, mentira, essa é uma meta a longo prazo) e no computador mesmo eu não tenho pastas. Não tenho documentos. Está tudo no Drive (sim, eu confio no Google) até porque se eu perder não tem problema, minha vida não costuma ficar dentro de um computador. Informações importantes eu ainda guardo no papel mesmo. #ficaadica

Além disso aquelas mil lists #todo foram-se. Eu não anoto essas listinhas/lembretes em apps porque depender da tecnologia pra tudo acho um pouco demais. Gosto de ter uma cadernetinha na bolsa e, no máximo, anoto lembretes emergenciais no bloco de notas do celular mesmo.

Os favoritos também foram-se. Está tudo lá no Feedly, espero que ele não me abandone nunca, jamais, mas se perder tudo, ok, não vou morrer com isso. A gente aproveita pra reavaliar os sites que ainda estão no ar e que são realmente relevantes nessa altura do campeonato. Meus blogs favoritos estão listados no meu blog, acho sempre aqui. 

Não tenho várias pastas, abas, ícones ou navegadores no meu pc. Meu desktop lógico que também é minimalista, quanto menos coisa melhor. Não tenho um monte  de programas, só o que uso mesmo, nem pacote Office eu tenho mais.

A única coisa que eu ainda não aprendi a ser minimalista é na biblioteca de músicas. MP3 ainda é meu O2 e eu ainda baixo música como se não houvesse amanhã - e como se eu não esquecesse de vários hits que adormecem em algum momento da vida. Mas eu hei de aprender a me desfazer de hits como "Tenho" do Magal, "Barbie Girl" do Aqua ou "Don't Speak" do No Doubt. Ainda consigo.

Sem vídeos também. Uso o mesmo sistema de confiança que eu tenho com o Drive com o Youtube. Salvo os vídeos do coração com um "gostei" e já está de bom tamanho.

Tirando as músicas, hum, não tem mais nada no meu pc. Uma hora ele vai dar pau e eu vou trocá-lo sem maiores ataques de desespero, porque minha biblioteca musical também segue invicta no HD.

Eu amo a praticidade e o conforto emocional que o minimalismo me dá.

Um comentário:

  1. Patrícia12:58

    "me dá uma certa agonia ver um monte de coisas sem uso lá, jogadas no fundo da gaveta." Ah, eu também tenho aflição de ter coisas no armário que nunca vou udar! Também acho que tenho toc... Rsss

    ResponderExcluir