segunda-feira, abril 09, 2012

Top 10 do universo erudito


Resolvi fazer essa brincadeira de misturar uma “lista dos dez mais” com música clássica. Eu não sou uma profunda conhecedora desse universo, mas admiro bastante e admito que conheço superficialmente alguns compositores, geralmente suas criações mais populares.

No entanto, a variedade de obras é tão extensa que me dou ao luxo de classificar músicas que deveriam, a meu ver, ser ouvidas ao menos uma vez, por todo mundo. Porque são composições excelentes, que nos fazem viajar, refletir, se emocionar com uma partitura, uma nota, uma simples melodia. Sem maiores delongas, aí vamos nós:

10º La Traviata – Verdi




Eu gosto particularmente da abertura e da orquestra, não da ópera. A abertura em especial, tem uma delicadeza e uma harmonia ímpares. Triste e alegre ao mesmo tempo. Coisa notória, mas rara de se escutar.

9º Valsa do Imperador – Strauss



Em relação a Johann Strauss eu poderia ter escolhido várias entre suas valsas e polcas singulares, especialmente “Danúbio Azul”, mas não. A Valsa do Imperador é longa, mas tem algo primoroso nela, algo de esperançoso, vibrante, que me soa como a preferida.

8º Barcarola – Offenbach



Possivelmente essa música lhe dará sono. Mas é a música mais bela e encantadora para dar sono em alguém.

7º Verão – Vivaldi



Em “As Quatro Estações”, eu gostava de Primavera, até ouvir Verão. Verão possui uma vibração e uma intensidade incomparável a qualquer outra estação. Mais ritmada, mais grave, mais vívida entre todas. Permite explodir todos os sentimentos.

6º Thais – Massenet



Thaís, de “Meditação”, possui uma incrível beleza melancólica, de nos levar até o âmago da sonoridade. Extrai várias sensações, inclusive a de tristeza, suave e encantadora. Eu diria que, ao mesmo tempo em que se sofre, se deleita.

5º Valsa das Flores- Tchaikovsky



Tchaikovsky é meu compositor predileto. Ele tem seu estilo único de criar e de encantar, com peças fantásticas. Eu destacaria a Valsa das Flores, de “O Quebra Nozes”, alegre composição, porque a alegria também traz uma infinita beleza!

4º Morte de amor de “Tristão e Isolda” – Wagner



Esse prelúdio me descabela. É amarga, passional, intensa. Incrível como cada música tem seu sentimento, conta sua própria história e por mais variável que seja, tem seu enorme potencial de beleza e encantamento. Quando ouço essa composição, me sinto desolada. A música serve para nos confundir e ainda sentir prazer nisso. Um ‘eargasm’, como diriam.

3º Clair de Lune – Debussy



Não é a quantidade de instrumentos que faz a música. Prova disso é que um singelo e solitário piano pode tocar uma das mais belas composições de todos os tempos. Clair de Lune chega a ser mística, tal como o luar. Por isso ela é tão perfeita, por traduzir com a música, quase que precisamente, um feito da natureza que não seria nem descritível. Compreende?

2º Bolero – Ravel



Muitos concordariam comigo, Bolero, de Maurice Ravel, não poderia ficar de fora da lista. A peça de um único movimento, repetitivo, uniforme, apenas aumentando o ritmo. Isso é o mais incrível. Como uma melodia, demasiadamente repetitiva, pode soar tão mágica à medida que vai tocando? E o mais curioso é saber que o compositor nunca deu muita bola para ela. Uma música que não tem segredo e o resultado é esse. Bolero de Ravel tem lá seus mistérios e é por isso que é tão linda. Tão magistral. Tão singular.

1º Príncipe Igor – Borodin



Bolero ficaria em primeiro, não fosse por Aleksandr Porfirevich Borodin. Em particular suas “Danças Polovitzianas”, da ópera “Príncipe Igor”. Ela cativa com seu vigor, entusiasmo e algo além, que não dá para descrever. Desde os primeiros segundos, até o último minuto. Incrivelmente emocionante. E para mim, a número um.


Eu ia fazer um top 5, mas era impossível. Digamos que o top 10 foi menos sofrível, mas muitas, muitas mesmo, ficaram de fora. Para não perder a oportunidade, cito outras peças que quem tiver interesse de conhecer mais, não deixe de escutar. A seguir:

Gymnopédie (Eric Satie ) Dança Húngara nº 5 (Brahms), Sinfonia nº 7 (Beethoven), Concerto nº 21 (Mozart), Danças sinfônicas (Rachmaninoff), Greensleeves (compositor desconhecido) e todas as outras de Tchaikosvky. Existem ainda muitas peças famosas das quais neste primeiro momento deixarei de citar. E na certa vou me arrepender por ter me esquecido de alguma desse gênero brilhante da música. Devem existir mais bonitas que essa? Certamente que sim, e eu ainda vou ter muitas boas surpresas dentro desse universo ;)

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